quarta-feira, 13 de maio de 2009

Propostas aprovadas no II SNUB

Durante o II Seminário Nacional Universidade Brasileira, foram vários os grupos de discussão que trataram sobre a Universidade. Entre as propostas, as dividimos em quatro grupos, a seguir:

Assistência Estudantil


1. Que as expansões nas universidades e instituições federais sejam com qualidade garantindo a assistência estudantil: restaurantes universitários, residências universitárias; transporte público, bolsas (pesquisa e extensão), creches e etc;
2. Que a luta pelos restaurantes universitários sejam por refeições gratuitas ou preços populares nas universidades;
3. Aumentar os investimentos nas bibliotecas, principalmente no Nordeste;
4. Ampliação dos números de bolsas de extensão e de pesquisas, assim como a igualdade de seus valores, incluindo os primeiros períodos;
5. Cobrar das Reitorias uma postura mais firme, em relação o apoio das prefeituras municipais onde existem os campi nas cidades e demais adjacências, para que seja garantido transporte público para os estudantes terem acesso à universidade;
6. Ampliar a luta pela creche para as universidades de todo o país como uma bandeira importante para a permanência dos jovens nas mesmas;
7. Lutar pela criação dos centros de apoio a mulher nas universidades;
8. Lutar pela criação de Pró-Reitorias de Assuntos Estudantis onde não exista;
9. Lutar pela implantação do Plano Nacional de Assistência Estudantil, como também aumento da rubrica especifica;

Ensino Privado

1. Transferências dos Prounistas para educação pública com os devidos direitos;
2. Lutar por direitos iguais nas pagas e nas públicas, relacionados aos direitos estudantis;
3. Lutar para garantir a pesquisa e a extensão nas instituições privadas de ensino;
4. Fortalecer e unificar o movimento estudantil nas faculdades particulares;
5. Lutar contra o aumento das mensalidades! Em defesa da rematrícula dos inadimplentes!
6. Pelo fim das taxas!

Universidades Estaduais

1. Formular mais trabalhos sobre as universidades estaduais, ressaltando seus principais problemas e apontando luta para resolvê-los, elaborando, assim, um dossiê da Educação das Instituições Estaduais;
2. Desenvolver a discussão e luta contra as taxas nas universidades estaduais, em particular na UPE, focando a luta contra a privatização do ensino público;
3. Preparar um seminário das universidades estaduais em 2009;
4. Promover um fórum de discursão das estaduais, em especial as do nordeste, propondo lutas unificadas;

O Corte de investimentos na educação e a aplicação do REUNI

1. Livre acesso à educação a todos e em todos os níveis;
2. Por uma interiorização da universidade com qualidade, garantindo a permanência dos estudantes na universidade;
3. Por melhorias urgentes nas estruturas das universidades, como laboratórios, salas de aula e condições físicas em geral;
4. Contra a implementação dos bacharelados interdisciplinares;
5. Contra o jubilamento automático, por critérios de avaliação e acompanhamento pedagógico e social dos estudantes, a participação das entidades estudantis nesses processos de avaliação dos jubilamentos;
6. Aplicação dos 10% do PIB para educação;
7. Contra o corte do orçamento do MEC e do Ministério da Ciência e Tecnologia no ano de 2009;
8. Contra a presença dos monopólios e das fundações nas Universidades;
9. Contra as metas de aprovação do REUNI;
10. Exigir a contratação imediata de professores efetivos com DE;
11. Contra a terceirização nas IES, as bolsas trabalho e pela contratação de técnico-administrativos;
12. Contra a perseguição política nas universidades, garantia da liberdade de expressão e organização na universidade;

sábado, 2 de maio de 2009

Governo de MG quer atacar curso de Artes Visuais na UEMG


Na quarta-feira, 22 de abril de 2009, os estudantes e professores do Curso de Artes Visuais (Licenciatura) da UEMG foram surpreendidos com a confirmação da Coordenação de que há possibilidade da Faculdade não oferecer mais vagas para o curso de Artes Visuais a partir do próximo vestibular.

No dia 1º de abril em uma reunião do Conselho Departamental da Escola de Designo levantou a "hipótese" de fechamento. Reunião esta que o Diretório Académico da Escola, representante dos alunos no Conselho, não foi convocado, . Arbitrariamente a proposta foi votada e aprovada, mas a decisão foi invalidada por não estar na pauta da reunião e por ter sido tomada sem consultar nem mesmo o colegiado e os professores do curso. Os alunos então, estavam longe de ser informados e ouviam apenas boatos de uma decisão que alteraria principalmente a vida dos 120 alunos do curso.

Agora todos aguardam a marcação de uma Reunião do Conselho com esse tema em pauta, para decidir sobre o fechamento ou não do curso. Revoltados os alunos de Artes Visuais estão organizando diversas ações no intuito de não permitir a aprovação dessa proposta. No dia 27 de abril se reuniram com a coordenação e fizeram uma assembleia na faculdade e desde então estão usando uma faixa negra no braço em protesto e estão investigando o que pode ser feito judicialmente para impedir o fechamento do curso.

A verdade é que o que hoje é a Escola de Design (ED) já foi ESAP (Escola Superior de Artes Plásticas), antes FUMA (Fundação Mineira de Arte Aleijadinho) , e primeiramente UMA (Universidade Mineira de Arte), o curso de Artes Visuais foi o primeiro na formação da ED e é fundamental na concepção filósofica dessa escola (baseada na Escola Bauhaus) que entende a Arte-educação como um processo de formação principalmente de competências e não de formação de artistas diferenteme nte da Escola Guignard na qual, inclusive, é necessária prova de habilidades artísticas para estudar.

Os boatos sugerem a abertura de um novo curso na faculdade, esperamos mesmo que isso aconteça, pois durante o turno da tarde só funciona um curso na faculdade deixando mais de 2/3 das salas ociosas. A abertura de um novo curso na UEMG deve significar a expansão do Ensino Superior Publico.

Fechar um curso de arte-educação seria um retrocesso politico, intelectual e social, uma vez que a arte cumpre um papel fundamental na sensibilização e deslocamento do sujeito, provocando o senso critico nas pessoas.
Alunos de Artes Visuais de ED - UEMG

terça-feira, 28 de abril de 2009

CESMAC / AL elege seus delegados

Há pouco mais de 15 dias úteis teve início a tiragem de delegados ao Congresso da UNE. Esse é um momento de grande participação e mobilização dos estudantes o que nos permite travar o debate político sobre os rumos do Movimento Estudantil e da UNE.

Quase todos os estados já iniciaram as suas eleições, e um dos estados que tem tido grande participação tem sido o de Alagoas. Nessa última segunda-feira, dia 27/04, foi realizada a eleição dos delegados do CESMAC campus de Maceió, que elege 13 delegados ao CONUNE.

Ao longo de todo o dia, e com urna em todos os prédios da instituição, 1649 estudantes participaram das eleições, num grande votação que serviu para reacender o movimento estudantil da Faculdade que é a segunda maior do estado.

A chapa "ACORDA CESMAC" envolveu os seus integrantes e em toda a instituição apresentaram as propostas de luta do movimento estudantil contra o aumento das mensalidades, pela regulamentão do ensino privado, fim da política de taxas e o fortalecimento do movimento estudantil.

Segue o resultado das cinco urnas da faculdade:

URNA 1 - FACET
Chapa ACORDA CESMAC - 258 votos
Brancos / Nulos - 02 votos
Total - 260 votos

URNA 2 - FCH
Chapa ACORDA CESMAC - 104 votos
Brancos / Nulos - 01 votos
Total - 105 votos

URNA 3 - FECOM
Chapa ACORDA CESMAC - 99 votos
Brancos / Nulos - 05 votos
Total - 104 votos

URNA 4 - CJUR
Chapa ACORDA CESMAC - 270 votos
Brancos / Nulos - 11 votos
Total - 281 votos

URNA 5 - FCBS / FCSA
Chapa ACORDA CESMAC - 892 votos
Brancos / Nulos - 07 votos
Total - 899 votos

TOTAL FINAL
Chapa ACORDA CESMAC - 1623 votos
Brancos / Nulos - 26 votos
Total - 1649

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Lançada a tese REBELE-SE ao Congresso da UNE

Cartaz ao Congresso da UNE


Nessa semana está sendo lançada em vários estados a primeira versão da Tese REBELE-SE ao Congresso da UNE. É hora de aumentar o ritmo da mobilização ao CONUNE e de todos os delegados e delegadas envolvidos com a preparação de bancada dar a sua contribuição a tese.

Com a primeira versão temas como a conjuntura e a educação tem maior ênfase. Precisamos dar a nossa contribuição para melhorar ainda mais a nossa tese e fazer desse Congresso um grande momento de mobilização em defesa da educação e de uma UNE rebelde e combativa.

A Tese está sendo enviada por e-mail, se você não recebeu envie um e-mail para rebelesenaune@gmail.com e recebe você também a Tese REBELE-SE ao CONUNE.

terça-feira, 7 de abril de 2009

CONEG convoca Congresso da UNE

O 57º Conselho de Entidades Gerais da União Nacional dos Estudantes (Coneg-UNE) ocorrido nos dias 21 e 22 na UNIP, em São Paulo, foi marcado por forte polarização em seus debates.
A mesa de abertura com o tema da crise econômica teve presença ampla de sindicatos e entidade dos movimentos sociais. Heron Barroso, representante da Central de Movimentos Populares (CMP) e membro do PCR pontuou a alternativa para sair da crise: “A culpa da crise é do capitalismo. O povo pobre que há tempos não possui casas, saúde, educação e emprego só superará essa crise quando unir suas forças, acabar com todos os grandes monopólios privados e tomar conta do estado, a partir de uma revolução socialista, tendo assim o que necessitam”, afirmou Heron.

A defesa acrítica dos projetos do governo representada pela diretoria majoritária da UNE foi rebatida em todos os grupos de discussão. A tese Rebele-se, composta pelos militantes da União da Juventude Rebelião (UJR) e outros representantes de entidades e estudantes, denunciou o corte de verbas na educação, a implantação do decreto Reuni nas universidades federais, bem como o papel que cumpre o ProUni, salvando instituições privadas da falência com a compra de suas vagas ociosas.

Ao mesmo tempo que fez a crítica à política da entidade, a UJR resgatou o histórico de luta da UNE, suas formulações para educação e defendeu as bandeiras da transferência dos estudantes do ProUni para as universidades públicas e o livre acesso à universidade com investimento e ampliação de fato para as instituições.

A definição do regimento para o 51º Congresso da UNE gerou polêmica. A diretoria majoritária tentou impedir que fosse publicado no site da UNE as datas do processo de eleição dos delegados ao congresso, que ocorre em todas as instituições de ensino superior, o que dificultaria o acompanhamento das eleições por parte do movimento, abrindo espaço para a realização de eleições sem o conhecimento dos estudantes. Entretanto, a pressão dos setores de esquerda da entidade impediu o golpe e fez com que a majoritária voltasse atrás, uma importante vitória para os estudantes.

O 51º Congresso da UNE acontecerá de 15 a 19 de julho em Brasília e definirá a política da entidade para os próximos dois anos bem como sua nova diretoria . A contar pela grande participação da tese Rebele-se no último Coneb (Congresso de Entidades de Base da UNE) em janeiro e a grande agitação que os setores da esquerda da UNE realizaram durante o Coneg, o congresso promete ser palco da maior participação da oposição da entidade dos últimos tempos e promover mudanças significativas nos rumos do movimento universitário nacional.
Para isso, a UJR e os diversos militantes do movimento estudantil combativo devem ocupar as faculdades e universidades do país, promovendo grandes lutas, realizando a tiragem de delegados para o Conune e construindo uma bancada de estudantes capaz de mudar os rumos da UNE, fazendo com que ela volte a ser a porta voz dos anseios da juventude brasileira por transformações.

Natália Alves é diretora da UNE e militante da UJR

Ocupação da Reitoria da UNEB

É inegável para todos os estudantes das Universidades públicas brasileiras o descaso histórico com a educação, principalmente na Bahia. Nota-se em várias instituições a falta de estrutura, de projetos que contemplem a participação dos estudantes em eventos, de programas que o auxiliem financeiramente e o principal: a falta de professores. Tais problemas desqualificam por completo as Instituições de Ensino Superior (IES), deste modo não formam cidadãos capazes de intervir crítica e profissionalmente na sociedade ou que compreendam seu papel de agente transformador.

Face a essa situação constrangedora por que passam as IES, surge na Universidade do Estado da Bahia, Campus XV, o movimento “Professores Já!” que exerce o papel de lutar por uma educação pública e verdadeiramente de qualidade e que cumpra não o simples papel de reproduzir conhecimento, mas também o de fazer descobertas e influenciar no desenvolvimento da sociedade. Para isso, precisa-se de professores efetivos, de autonomia universitária, laboratórios equipados e atualizados, maior corpo técnico-administrativo, bibliotecas atualizadas e com maior acervo.


Desde o dia 17 de março, os estudantes ocupam o Campus XV, na cidade de Valença (257 km de Salvador), com o intuito de pressionar as instâncias governamentais para a necessidade de ampliação do quadro docente e técnico através de concurso público e revogação da lei 7.176/97 (que restringe a autonomia das IES baianas) desde esse período, as aulas foram paralisadas na instituição. Após a realização de eventos (marcha, audiência e aula pública) que socializaram os problemas da instituição, o movimento seguiu para Salvador, no dia 24 de março, onde fica a Reitoria, para negociar com o Magnífico Reitor, Lourisvaldo Valentim, e o Governo do Estado as soluções para a crise que passa a Universidade do Estado da Bahia- UNEB. O movimento obteve êxito em tudo que dependia das instâncias universitárias. No que concerne ao Governo do Estado, a conversa não foi a mesma, o que culminou com a ocupação da Reitoria.

Durante a ocupação da Reitoria, diversos atos foram realizados dentro e fora da instituição. Com faixas, cartazes, panfletos, pedágios, reportagens em vários meios de comunicação, plenárias, manifestações, carta aberta, o Movimento “Professores já!” conseguiu informar a todos sobre a realidade catastrófica por que passa a UNEB e garantiu o apoio da sociedade baiana na luta por uma educação pública digna. Os estudantes apenas desocuparam a Reitoria no dia 31 de março, após o recebimento de um documento do Governo do Estado marcando uma reunião para o dia 07 de abril, abrindo assim uma mesa de negociações. Ao desocupar, os estudantes presentes fizeram um ato simbólico intitulado “I lavagem da Reitoria” que teve por objetivo limpar todo o descaso do Governo do Estado com a educação. Em Valença (Campus XV), a ocupação resiste e as articulações com a sociedade baiana se tornam mais fortes, no sentido de estimular o movimento que está sendo vitorioso a cada dia.

Gerusa Sobreira

Militante da UJR, Diretora da D.A. de Pedagogia / Coordenadora do D.C.E.;

Gisele Estrela

Representante do Colegiado de Pedagogia, Secretária do D.A. de Pedagogia




Estudantes nas ruas contra o aumento de passagens

Os estudantes de Campina Grande – PB, realizaram nas últimas semanas combativas manifestações contrária ao aumento de passagens na cidade. Acontece que os tubarões do transporte, em acordo com a Prefeitura Municipal promoveram mais uma manobra para aumentar o preço das tarifas, montando uma ação judicial com vistas a minimizar a disposição da prefeitura em continuar atendendo os interesses dos capitalistas do setor em detrimento aos interesses dos estudantes e do povo de Campina Grande.

Por vários dias, passagens e sala de aula e mobilizações tomaram conta da cidade. Na mesma semana, os estudantes fizeram passeata no centro da cidade terminando com a ocupação do terminal de integração, garantindo o passe livre para os estudantes naquele dia, ocuparam a Prefeitura Municipal e terminaram a semana ocupando a Câmara Municipal para mostrar a disposição de luta e combate da juventude.

Destaque nessas manifestações foi o papel cumprido pelos estudante universitários, em especial da UEPB, que contaram com a organização e a direção do DCE-UEPB a frente dessa grande batalha. Para Tiago Medeiros, Coordenador Geral do DCE, “Esse momento foi muito importante para mostrar a sociedade a nossa capacidade de mobilização. É assim que queremos construir o movimento estudantil, com participação e luta, e o DCE-UEPB e os estudantes da Universidade mostraram que tem disposição e consciência do seu papel.”